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Porta dos Fundos: Justiça nega pedido de igreja evangélica por indenização de R$ 1 bilhão
5ª Vara Cível do Rio citou naturalmente o direito à liberdade de expressão




Igreja Pentecostal pediu para tirar do ar o especial de Natal da produtora, onde Jesus é retratado como gay - (Foto: Divulgação/Netflix)

O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ) rejeitou o pedido da Igreja Pentecostal Brasa Viva contra a produtora Porta dos Fundos e a plataforma de streaming Netflix para tirar do ar o especial de Natal “Se beber, não ceie”, lançado em 2018.

Além de solicitar que o conteúdo fosse removido, alegando que o filme "viola a liberdade religiosa", a instituição evangélica pediu indenização de R$ 1 bilhão por danos morais. A juíza Nathalia Magluta, da 5ª Vara Cível, negou o pedido e citou o "direito à liberdade de expressão", de acordo com o colunista Ancelmo Gois.

Ataque à produtora após polêmica

Em dezembro de 2019, duas bombas foram jogadas na madrugada de terça-feira (24), véspera de Natal, contra a sede da produtora responsável pelo canal Porta dos Fundos, no bairro Humaitá, zona sul do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas em nota pela Polícia Civil, o caso foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia, em Botafogo, como crime de explosão.

As produções do Porta dos Fundos, veiculadas pela internet e mais recentemente na Netflix, utilizam do humor para tratar de temas sociais, políticos e, eventualmente, religiosos. Um episódio especial de Natal do ano passado, envolvendo a interpretação de Jesus Cristo como homossexual, despertou polêmica e críticas, principalmente de setores cristãos.

De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, ao menos quatro homens participaram do ataque à produtora. Eduardo Fauzi, o único que não estava disfarçado no momento do ataque, segue foragido na Rússia e recorrerá ao STF contra a decisão de prendê-lo.




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